Quantas vezes na vida passamos por uma sensação de abandono, de solidão profunda, achando que as pessoas nos abandonaram e que Deus nos abandonou?
Quando estamos bem em um relacionamento ou somos bem sucedidos na vida, às vezes, esquecemos das pessoas ao nosso redor, dos valores e principalmente de Deus. O egoísmo toma conta do nosso ser e impede a nossa visão sobre amizade, família, caridade e Deus. Mas quando passamos por tribulações, tentações e provações, quando ‘perdemos tudo’ costumamos logo dizer: estou só. Onde estão meus amigos e parentes? Onde está Deus que não me responde?
A verdade é que em nossa vida aparecem verdadeiros e falsos amigos. Os verdadeiros amigos estão sempre ao nosso lado; e os falsos, no primeiro problema que temos, fogem imediatamente. Os verdadeiros amigos estão conosco nos bons e maus momentos de nossa vida como diria Eclo 6, 5-17; 12, 8-19; 22, 24-32; 27, 17-24; 37, 1-6. Já os falsos e interesseiros quando estamos maus, com algum problema, eles somem, alegando uma série de coisas, de desculpas para justificar a ausência de não estar ao nosso lado.
Solidão é só uma sensação porque Deus está 24hs ao nosso lado, mas infelizmente não vemos isso e não damos o valor devido. Ih, a situação anda ruim? Então é culpa de Deus por ter nos abandonado. Ingratos e injustos pensamos assim sobre Deus. É possível notar a presença de Deus através de um sorriso, de um olhar, duma lágrima, no trabalho, nas pessoas, nas decepções da vida, nos sofrimentos, nas alegrias e tristezas, enfim, em todos os bons e maus momentos da vida. Deus permite que passemos por problemas na vida para que cresça nossa fé, esperança e caridade. Ou seja, para que cresçamos como pessoas e filhos de Deus.
Portanto, “nenhum homem é uma mônada fechada em si mesma. As nossas vidas estão em profunda comunhão em si; através de numerosas interações, estão concatenadas uma com a outra. Ninguém vive só. Ninguém peca sozinho. Ninguém se salva sozinho. Continuamente entra na minha existência a vida dos outros: naquilo que penso, digo, faço e realizo. E, vice-versa, minha vida entra na vida dos outros tantos para o mal como para o bem”.(Spes Salvi, pág. 76)
Por Anderson Braz, o Diversificado, do Santuário da Divina Misericórdia.
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